Paraíso de areia

Como os dois jogos que compramos para Fortaleza tinham um intervalo de cinco dias, resolvemos aproveitar esse hiato de tempo e conhecer a famosa Jericoacoara. 

Fomos lá não só pelas belas praias e paisagens, mas principalmente, pelo fato do nosso amigo Carlão ser dono de um Hostel e é sempre bom encontrar nossos amigos. Para chegar até Jeri, deixa-se o carro na cidade de Jijoca e se vai de veículos 4×4, pois para quem não sabe, Jeri é um lugar construído no meio de uma duna, portanto, é uma cidade somente com areia.

O ambiente remete as pequenas cidades do interior, pois seus habitantes todos se conhecem e se ajudam. A frota de veículos é composta basicamente por buggys e raramente se vê alguém calçado.

As praias, as lagoas e principalmente o pôr do sol de Jericoacoara certamente são as coisas mais lindas que um ser humano pode ver no planeta. É impossível não ficar maravilhado com tanta beleza natural, portanto, recomendo a todos que passem pelo menos alguns dias de suas vidas em Jeri.

Mas pelo fato de ser uma cidade somente de areia, obviamente, não é nem um pouco acessível para cadeiras de rodas. Porém, ao contrário da maioria dos lugares que tem a obrigação de ser acessível, mesmo eu sendo cadeirante, eu afirmo que Jeri não pode e não deve se tornar acessível, pois para isso a cidade teria que ser asfaltada, cimentada e concretada, o que tiraria a beleza e o charme do local. E sejamos francos, não vale a pena enfear o paraíso natural para receber no máximo um cadeirante a cada cinco anos.

 

Paulo Fabião

Paulo Fabião, 27 anos, é jornalista, sambista, cadeirante, poeta, contista, cronista, compositor, lutador, farofeiro, cafajeste acessível, e traz o amor verdadeiro em três dias! Limão, gelo, fogo e açúcar na medida certa!

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